fallen leaves realize they are no friend of autumn. the view from hell is blue sky, o ominously blue. I daydream until all the blue is gone. and I know, you'll never believe I play this as though I'm alright, if life is but a dream: wake me! underwater is another life, disregarding every myth we write. rag doll churning, eagerly alive. over and over, gasping in horror, so breathless you surface, just as the next wave is... big smile, really a show of teeth, without a care in a world of fear. lonely, you don't know how I feel. praise God, nothing is as it seems...
ABAFFIATO — Diretamente da casa HAUS LAND de INSTITUTO DE APRENDIZAGEM MÁGICA DURMSTRANG, quem se aproxima é ASTRID HÅKANSSON. Com seus DEZOITO ANOS, está cursando seu SÉTIMO ANO e faz parte de CRIATURAS MÁGICAS E CLUBE DE DUELOS em sua escola. Seu status sanguíneo é PURO e dizem por aí que ela se parece muito com o trouxa ALBA BAPTISTA, mas não sabemos se é verdade.
Acreditava ter decorado cada detalhe e falha na pintura do teto agora diante de seu rosto, a luz do luar invadindo o quarto através da janela, criando padrões de sombra sobre a superfície branca. Com as mão atrás da cabeça enquanto deitada na cama, calculava com quantas horas de sono seria contemplada caso adormecesse naquele mesmo instante. Vinha fazendo aquilo durante a última hora, já prevendo que as próximas se resumiriam à mesma coisa. Recentemente o universo parecia conspirar para fazer com que Astrid perdesse o sono praticamente todas as noites durante a semana, as passando virando de um lado para o outro no colchão, sua mente atordoada por um turbilhão de pensamento sobre os mais diversos assuntos e acontecimentos. Tinha a impressão de que haviam colocado pregos sob o seu corpo, a infernizando com um desconforto que não se afastava dela e não permitia que descansasse por um segundo sequer. Muitos achavam graça ou a chamavam de louca por brincar sobre a sua morte ou sobre ter a cabeça arrancada por um dragão durante o torneio, mas apenas Astrid sabia que os desafios que enfrentaria nas semanas seguintes estavam longe de ser seu principal obstáculo. Conhecendo a si mesma e o modo como enfrentava as coisas, já estava habituada com o fato de ser seu principal e mais temido inimigo.
Expressou a confusão em sua face com aquela pergunta, imaginando exatamente o motivo. Não sentiu ciúmes dela por conta de Zarko, mas sim por conta exatamente dela. Antes já enxergava aquilo, mas agora percebia que os motivos era ainda mais profundos. Virou-se para a amiga, o rosto contorcendo-se pela culpa de fazê-la imaginar algo daquele tipo. Puxou uma das toalhas mais próximas da pilha repousada no largo balcão, e logo mais uma delas deslizou no ar ao seu lado, que ele capturou com a outra mão. Magia quase sempre era bem útil. Enxugou o rosto e de início a voz soou abafada — Trid, você tá insinuando que eu fiz.. nós fizemos isso porque eu quis provocá-lo? — Aproximou-se dela, a vergonha que havia sentido segundos atrás se esvaiu completamente. Jogou a própria toalha por cima do ombro e ergueu a outra em volta dos seus ombros. — Minhas atitudes não tiveram nada haver com ele. Talvez eu já quisesse fazer isso desde a festa, mas tava com medo de você tirar o tamanco e usá-lo pra bater na minha cara.
— apontou com o indicador para o próprio rosto, uma careta que evidenciava a libertinagem de sempre. — Então, pra o que você tá pensando a resposta é não. — levou as duas mãos para até o rosto de Astrid e afastou os cabelinhos molhados que se agarravam a sua têmpora. — Sabe o que aconteceu depois daquele fucking beijo no lago? — ergueu as sobrancelhas com a pergunta, agora com uma expressão séria. Aproximou seu rosto do dela e a observou, antes de desviar o olhar para o banco mais ao lado deles. — Porque, Hakansson, você pode me chamar de egoísta o que for mas pensar que alguém estava fazendo aquilo ali com você, que não fosse eu, me deixou louco.
— Embora o tom fosse neutro as palavras exalavam sinceridade. Em parte, fora exatamente aquela a causa do seu descontrole. — Então, pelo amor de Zeus, seu capitão ordena que se cubra se não vamos ter que começar tudo de novo.
— não que não quisesse, mas precisavam sair dali logo antes que alguém os encontrassem e dessem pano para as fofocas da Skeeter. Caminhou em direção aos seus pertences enquanto enrolava a própria toalha ao redor do corpo, vasculhando dentro da bolsa o uniforme que havia trazido. A próxima pergunta, no entanto, o fez erguer o rosto
incrédulo
em sua direção. — Se eu gostei? — Um sorriso travesso se ampliou em seus lábios. — Devia ser crime com pena de Askaban você me perguntar algo assim. Claro que gostei, foi incrível.
— e realmente tinha sido, um dos melhores, talvez o melhor até hoje.
— E se pensa que foi a única vez tá muito enganada, você não me escapa mais. Quase tive um ataque te vendo sair por aquela porta.
◜ ✦ . ⁺ . Com medo do que responderia, se manteve ocupada com o seu chuveiro, lentamente o desligando enquanto percebia o rapaz se aproximar, voltando-se para ele quando fitá-lo se tornou inevitável. O olhava diretamente nos olhos, seus dedos roçando nos dele ao pegar a toalha de suas mãos. Permanecia atenta a qualquer sinal de hesitação ou mentira, mas não encontrou nenhum deles enquanto o escutava dizer palavras que nunca esperava escutar sair de sua boca. Como aquilo podia ser reconfortante e assustador ao mesmo tempo? O desejo de beijá-lo novamente se reascendeu com a aproximação entre eles, contudo o choque de sua revelação a impedia de fazer qualquer movimento, mas ao mesmo tempo o coração batia acelerado em seu peito. “Pensar que alguém estava fazendo aquilo ali com você, que não fosse eu, me deixou louco.” Por alguns instantes chegou a acreditar que desmaiaria ao escutar aquilo, seu corpo enfraquecendo, sendo necessário segurar-se nos braços dele para se manter em pé. Perguntava-se se Niklaus ao menos se dava conta do que aquilo significava. Então, ele se lembrava do beijo na festa e não se tratava apenas de um ato impensável por conta de toda a bebida em seu organismo. Astrid sentia-se como se tivesse despertado em um universo paralelo, pois jamais poderia ter imaginado ou previsto que o amigo se sentia daquela forma. Gostaria de saber mais sobre aquilo, perguntar em que momento descobriu-se atraído por ela e com ciúmes, e principalmente questioná-lo sobre o que tudo aquilo significava. Tinha a sua própria interpretação do que lhe fora dito e feito durante aquela tarde, assim como diversos outros sinais que havia capitado nos últimos dias, mas não podia encarar sua opinião como verdade. Ainda era cedo demais para todas aquelas perguntas, então reprimiu sua ansiedade e desejo por respostas, pois não queria colocar tudo a perder por uma atitude prematura. Uma amizade muito valiosa estava em jogo e era aterrorizante pensar em perdê-la. Seu capitão ordena… Aquelas palavras carregavam consigo uma conotação totalmente diferente agora que a dinâmica entre eles havia mudado e a garota o obedeceu no mesmo instante. Assistiu-o se afastar, ainda sem conseguir sair de onde estava, apenas esperando por sua resposta. Uma onda de alívio correu por seu corpo com a confirmação de que estava satisfeito com o que fizeram, o que pareceu dar a ela a força necessária para se secar e se vestir. Contudo, antes que pudesse dar o primeiro passo, fora surpreendida por sua fala. Seu olhos chegaram a se arregalar e apenas balbuciou uma sentença, sua mente mais confusa do que nunca. ─── Espera… Você quer mesmo fazer isso de novo? ─── O tom de voz agudo e quase estridente transparecia a incredulidade que sentia. Notando o quão insegura soava, pigarreou ao ajeitar a postura, então optando por usar de suas provocações para disfarçar sua surpresa. ─── Porque, acho que tenho um tempinho até a minha próxima aula. ─── Agora o desafiava, o rascunho de um sorriso travesso surgindo em seus lábios enquanto uma das mãos recaía sobre o registro do chuveiro. Lentamente o girou, a água começando a cair em sincronia com a toalha que agora encontrava o chão. Poderia provar na prática que realmente falava sério. Não sabia de onde vinha aquela segurança, mas suspeitava ser do desejo de aproveitar enquanto podia.
I feel like I’m leaving it open for people to find, because I think whichever love story you think it is says something personal to you. So, I prefer you to choose it yourself. Who did you think the love story was between? –Phoebe Waller-Bridge
Seus olhos estavam quase se fechando e deveria ser a quarta vez que bocejava no corredor dos calabouços. Esperava não encontrar ninguém naquele horário, mas seus planos foram arruinados. “Filhe de uma Gárgula!” resmungou levando a mão ao peito sentindo o descompassar dos batimentos. “Seria suspeito mais uma Vulchanova marcada por uma morte misteriosa” Parte de si agradecia por ter sido desperta e consequentemente estar mais longe de um terror noturno.
◜ ✦ . ⁺ . Apenas se dera conta da presença da outra ao escutar seu resmungo, o que fez se sobressaltar e quase gritar, sendo controlada apenas pelo medo de atrair a atenção de pessoas indesejadas. ─── Puta merda, Katrin!─── Exclamou ao identificá-la, aliviada por se tratar de uma colega de Durmstrang. ─── E eu não posso morrer antes de ser morta no torneio, por favor. ─── Falava com sarcasmo, então respirando fundo para se acalmar do susto que levara. Apenas as duas ali, não pôde evitar encará-la com os olhos semicerrados. ─── O que faz por aqui? O fato de ter se assustado tanto me diz que é algo ilegal e isso me parece extremamente interessante.─── Seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso. @tripontos
Desde muito nova, Aster foi introduzida não apenas no mundo cinematográfico, como também no de artes em geral, mas sua preferida sempre seria a dança. Quando pequena, teve várias aulas em uma das melhores, senão a melhor escola de ballet da França, a Escola da Cidade Luz. Embora tudo tenha se iniciado com o ballet, ela aprendeu de tudo um pouco e sua identidade já era fortemente marcada pelos ritmos. Ao chegar em Beauxbatons, uma das primeiras coisas que notou foi a ausência da dança no clube de artes, sendo as pinturas e fotografias as artes de maior peso na academia. Com o passar dos anos foi compartilhando suas experiências com os colegas que logo lhe permitiram alguns horários na sala de música para treinar das mais diversas coreografias, e isso a deixou extremamente feliz. Aquele dia era um dos dias em que a sala se enchia de alunos com o mesmo interesse em comum, alguns novatos de Hogwarts também compareceram, mas um rosto em especial chamou sua atenção. Tinha experiência suficiente com salas de dança para captar qualquer movimento, por menor que fosse, e pelo reflexo do espelho conseguia enxergar a campeã de Durmstrang a espreita. Um sorriso alargou-se em seu rosto ao finalizar a coreografia, juntamente com os demais, os cabelos emaranhados pelas piruetas. Ela ergueu o polegar e pediu alguns segundos de descanso, e correu em direção a famosa Astrid. Ainda não tinha trocado nenhuma palavra com ela, e a excitação para conhecer ainda mais os alunos de Durmstrang corria em suas veias. “Olá, Astrid, não é?! Veio participar? Não fique ai parada com vergonha.” apoiou um dos braços à porta, a animação evidente em seu semblante. “Devo confessar que não esperava alguém como você aqui no subúrbio.” Aster tinha uma visão diferente sobre os campeões, talvez por passar muito tempo entre trouxas e enxergar hierarquia por todos os lados, mas não podia negar que estava gostando daquela oportunidade que, aparentemente, surgira em sua porta como ouro sendo entregue às mãos de um bandido.
◜ ✦ . ⁺ . Cogitou sair correndo dali ao perceber que havia sido notava, mas sabia que aquilo seria pior do que permanecer, pois daria a impressão de que fazia algo de errado e, ainda pior, que era covarde. Por isso, apenas ofereceu um sorriso discreto a garota, sem saber como agir ao ter sido pega no flagra. Felizmente, a outra não demonstrava querer expulsá-la ou humilhá-la, o que já a deixava bastante aliviada. ─── Sim, eu mesma… ─── Ainda era extremamente estranho para ela ser reconhecida daquela forma, principalmente por sempre ter passado despercebida pelos corredores de Durmstrang, sendo conhecida apenas pelos feitos que conquistara no campo de quadribol da escola. Sequer havia decidido se achava aquilo bom ou ruim. Um riso breve e debochado escapou por seus lábios com aquela pergunta, que lhe parecia um tanto absurda. ─── Participar? Jamais! Você me verá morta no torneio antes de me ver tentando dançar. ─── Era grata pelo convite, mas não havia a menor chance de aceitá-lo, esforçando-se para limitar a vergonha diária que passava até o mínimo possível. Achou graça na sua observação, permitindo-se rir dela. ─── Subúrbio? Eu nem sabia que isso podia existir aqui em Beauxbatons. ─── Era uma escola de engomadinhos, afinal! Não sabia exatamente o que quisera dizer com aquilo, pensando que talvez tivesse transpassado alguma área proibida para ela, apenas de aquele não parecer ser o caso. ─── Me desculpe, não quis me intrometer ou atrapalhar seus ensaios. Só fiquei curiosa por causa da música e acabei parando aqui. ─── Explicou-se, dando de ombros. Não queria parecer uma enxerida, mas talvez fosse tarde demais para tentar contornar a impressão que causara. ─── Mas, não precisa se preocupar comigo, vou deixar vocês em paz.
Émile sabia que não deveria sair por ai confraternizando com o inimigo. Pelo menos foi disso que se mentalizou, que durante o periodo do torneio, teria que deixar as amizades para segundo plano. Ora mas isso era complicado demais para o francês, que sempre costumava ser sociável e gentil com todo o mundo. Por isso que sua ideia de se afastar dos outros apenas durou pouco mais que uns dois dias. “Obrigado! E acredite que nada me faz valorizar aquela mulher.” Apontou com uma careta. Já estava num ponto em que preferia ser ele mesmo fazendo os feitiços caso não arranjasse alguém que os fizesse. Erguendo um pouco da manga larga, mostrou o machucado perto do cotovelo, alguns cortes não profundos da queda que havia dado. “Não está tão mau assim.”
◜ ✦ . ⁺ . Apenas meneou negativamente a cabeça com o comentário dele, apesar de seus lábios se curvarem em um sorriso discreto. Não conseguia imaginar como uma profissional tão incapaz pudesse fazer parte de um colégio como aquele, por isso nada a convenceria de que suas falas não passavam de exageros. Analisou rapidamente seus ferimentos, logo notando que eram superficiais, apenas arranhados em sua pele. ─── É, não é nada grave. ─── Então, retirou a varinha de seu casaco e a apontou na direção do machucado. ─── Respira fundo, vai ser rápido. ─── Aconselhou, imaginando que o rapaz não gostava de passar por aquele tipo de situação, considerando que sequer conseguira cuidar de si mesmo. ─── Episkey! ─── Conjurou o feitiço no momento em que puxou o oxigênio para dentro dos pulmões, assistindo aos cortes desaparecerem diante de seus olhos. ─── Pronto! Acha que posso enviar minha carta de interesse para a vaga de enfermeira?
“Ah, oi!” Não conseguiu a surpresa que tornou-se transparente em seu rosto, afinal a última pessoa que esperava que fosse chamá-la em um contexto normal era Astrid. Limitou-se a um sorriso simpático, já que ainda não sabia do que tratava-se a conversa que teriam. Tomara que não levasse um soco. Surpreendeu-se ainda mais quando descobriu o rumo que aquilo levaria. Era um sentimento estranho saber que preocupava-se minimamente com o bem estar da bruxa, principalmente pelo histórico de falta de amigabilidade por parte de ambas. “Perdi dois braços naquele dia.” Brincou com uma risada baixa, colocando uma mecha de cabelo por trás da orelha, mostrando o nervosismo de estarem interagindo sem nenhuma ofensa envolvida, assim como tendo um comportamento passivo-agressivo. “Eu fui na enfermaria depois, porque tossi um pouco de sangue. Nada demais, considerando que faço isso de vez em quando. Foi até bom, na verdade, estava precisando de algumas ervas e poções que só consigo pegar lá, mas estava adiando a visita por pura preguiça. Agora estou bem… Quero dizer, na medida do possível.”
◜ ✦ . ⁺ . Contra a sua vontade, a resposta da garota lhe arrancou um riso fraco. Achava graça naquele tipo de humor e chegava a acreditar que aquele era um dos motivos que tornava Astrid incapaz de odia-la. Infelizmente, Sage era engraçada. ─── Merda, eu tava planejando fazer isso com você essa semana! ─── As palavras saíram de sua boca antes que pudesse impedir, mas obviamente não falava sério. Gostava de piadas como aquela e a relação que mantinha com a outra aflorava esse seu lado. Esperava que não levasse a sério o que dissera, pois jamais seria capaz de um ataque como aquele contra ela. Bem, pelo menos enquanto não testasse sua paciência. ─── Agora serei obrigada a arrancar suas pernas. ─── Completou, dando de ombros. Arqueou as sobrancelhas com aquelas informações sobre a sua saúde. Era surpreendente, impressionante e triste que a garota estivesse se acostumando a tossir sangue, o que nunca lhe parecera um bom sinal ou uma situação agradável. Era impossível não se compadecer com sua dificuldade. ─── Que bom que está melhor! Não quero precisar te ajudar novamente no futuro. ─── Aquela foi a melhor maneira que encontrou para dizer que sentia-se aliviada com a notícia, sem que precisasse assumir isso, mas o sorriso discreto que lançou na direção dela dizia tudo o que precisava saber.
O olhar de compreensão transmitido por Astrid foi como encontrar um oasis no deserto, de maneira até dramática se podia pensar. Mas era reconfortante saber que a amiga também compartilhava daquelas inseguranças que era naturais, mas que todos diziam que deveriam ser evitadas. Ao se tornar tribruxo ninguém dizia no ‘manual’ que se tornar invencível, ou até insensível, era algo que cobrariam. O sorriso foi correspondido em mesma medida antes de olhar aos lados para garantir que estavam em certa zona neutra e se aproximar dela, deitando a cabeça em seu colo antes de levar a mão aos cabelos dela, enroscando uma mecha para criar um cacho. “E qual seria a chance de Astrid Hakkarson, a campeã de Durmstrang e participante do Clube de duelos” ergueu o dedo livre para fazer aquela nota no ar. “se tornar uma trouxa apenas por conhecer sobre as maravilhas sem varinha? Pouco pouco provável!” até porque se Gianluca tivesse que admitir, seu maior medo era justamente um dia perder a magia. Amava suas origens e seus pais, mas nada o fazia se sentir mais vivo do que poder incorporar os dois mundos. “Você não deixa de ser quem é só porque tem playlists melhores, tipo bem melhores” elogiou o novo repertório, mas aqui também parecia uma leve provocação. Escutou-a reclamar de seu comentário e teve que se segurar para não rir com aquilo, assentindo positivamente. “Provavelmente você está certa e eu errado, mas acho que é meu senso aventureiro que me colocou nessa” nessa furada poderia completar, mas deixou as palavras apenas para si. De fato ter um controle sobre as emoções e impulsos parecia adequado, mesmo que parte de si acreditasse que isso minava a criatividade e sensibilidade. “Só espero que não demore tanto, é o último ano. Algumas pessoas meio que esperam a chance de um jogo memorável” de imediato seu pensamento se transportou para Niklaus, pois sabia como o garoto tinha apreço pelo quadribol e o vôo. Provavelmente se tornaria um jogador famoso e a cobertura do torneio era a chance de obter olhares. “Diga isso a Mina e provavelmente ela responderá a provocação com ‘POR NOBLE! Você só deve estar sob Confundus se acha que não vou te derrotar no campo’” afinou a voz imitando um pouco a francesa, principalmente em seu bordão sobre a casa de Beauxbatons. Soltou um riso baixo assentindo que daria o apoio necessário, ou pelo menos esperava poder dar. Aquilo fez com que mordiscasse o lábio inferior antes de os olhos se erguerem para o rosto dela acima do seu, feliz com as palavras em consideração. “Nesse caso por precaução semana que vem, antes da prova, abro um plantão de vendas!” a piada mórbida foi feita para aliviar o clima do torneio, mesmo que a possibilidade gelasse a espinha. “Mas é claro que te envio um presente, um mostruário para te incentivar a comprar na minha grife” deu uma piscadela à ela. “Deixo perguntar… você já recebeu alguma, hm, pista ou dica sobre a prova? Tudo está quieto demais e tenho impressão que um dia acordaremos com um dragão nos jardins e o diretor dizendo pra tirarmos o pijama” suspirou pela ansiedade que emanava do fato de não terem nenhuma diretriz contundente até o momento. Tinha tentado espiar os portões de Beauxbatons ou conversar com os professores que era mais próximo, mas provavelmente Maxime e o Ministério estavam usando feitiços de ocultação, chaves de portais e todo tipo de artifício para que nada vazasse.
◜ ✦ . ⁺ . Nada poderia convencê-la de que o mundo trouxa poderia ser mais interessante do que o bruxo, pois sua paixão pela magia e o que ela podia proporcionar era profunda, mas isso não a impedia de apreciar cada nova coisa que aprendia sobre aquele não detentores de tal habilidade. Por que limitar-se a uma coisa só, afinal! A ideia de perder sua magia era assustadora, contudo jamais permitiria que isso a tornasse menos forte, já tendo provado a si mesma que é capaz de se adaptar a qualquer situação adversa. Seu comentário lhe causou um riso fraco. ─── Esqueceu de citar que também sou a melhor goleira de Durmstrang. ─── Completou jocosamente. Listar seus feitos daquela foram era estranho, na maioria das vezes se esquecendo de que conquistara coisas que lhe deram muito orgulho durante toda a sua vida. Parecia mais fácil focar naquilo que havia perdido. ─── Eu só sei que, mesmo sendo trouxa, eu ainda conseguiria quebrar a cara de qualquer um. ─── A convicção que demonstrava não era falsa. Não se deixou levar pela provocação do garoto, pois estava certo em afirmar aquilo. Apesar de não ter gostado de todas as músicas apresentadas por ele, a maioria delas havia se tornado parte fixa de sua playlist diária. Era revigorante ter conhecido canções novas para complementá-la. ─── Incrivelmente melhor! Quero só ver o que ainda vou descobrir de música trouxa quando voltar pra casa. ─── Aquela era uma descoberta que desejava fazer por si só, conhecendo um pouco mais da cultura trouxa de seu próprio país. Seria interessante descobrir na prática como a diferença de postura entre eles se desenrolaria e qual seria o resultado delas. ───Acho que logo vamos ter uma prévia quem está certo ou errado, e se eu sou mesmo essa muralha. ─── Lançou a ele um sorriso pesaroso, pois já não sabia mais se era tão forte como dizia ser. Assentiu, concordando com sua opinião. ─── Eu também espero isso! Apesar de estar focada no torneio, sinto falta do quadribol. Mas acho que logo teremos algumas partidas, sim. ─── Surpreendeu-se com a imitação quase perfeita de mina, que lhe causara uma gargalhada divertida. ─── Pensei que tinha se transformado nela por alguns segundos! ─── Indiretamente o parabenizou por aquele talento desconhecido. ─── Vocês são próximos? Porque parece conhecê-la muito bem? ─── A curiosidade surgiu de repente, e achou ser seguro fazer aquela pergunta, pois não parecia ser uma invasão de privacidade. A dificuldade do torneio podia ser medida pelo conteúdo do comentário seguinte do rapaz, que quase nunca apresentavam aquele tom. ─── A gente tem que aproveitar enquanto pode. ─── Mesmo sabendo que ele brincava, seu conselho era real. Sorriu docemente em agradecimento por seu presente, mas logo semicerrava os olhos ao escutar sua pergunta. ─── Acha mesmo que, se eu tivesse encontrado alguma pista, ia compartilhar com você? ─── Aquela era uma dúvida genuína, querendo descobrir um pouco mais sobre sua percepção de si.
ÉBANO: É uma madeira muito escura e tem uma aparência e reputação impressionantes, sendo altamente adequadas aos mestres em mágicas de combate e transfiguração. O ébano fica mais feliz nas mãos daqueles que tem coragem de ser eles mesmos. Frequentemente não conformista, altamente individual e confortável com o título de “esquisito”, os donos das varinhas de ébano são muito encontradas entre os membros da Ordem da Fênix e Comensais da Morte. Na experiência de Garrick Olivaras, o ébano combina perfeitamente com aqueles que se apegam muito às suas crenças, não se importando com a pressão dos outros, e não são facilmente demovidos de seus propósitos.
— NÚCLEO
CORDA DE CORAÇÃO DE DRAGÃO: As cordas de coração de dragão produzem varinhas com o maior poder e que são capazes dos feitiços mais extravagantes. Varinhas de dragão tendem a aprender mais rapidamente que outros tipos. Enquanto eles podem mudar de lealdade se ganharam de seu mestre original, eles sempre se ligam fortemente com o atual dono. A varinha de dragão tende a ser mais fácil de se voltar para as Artes das Trevas, embora não se incline dessa maneira por conta própria. É também o mais propenso dos três núcleos a acidentes, sendo um pouco temperamentais.
— COMPRIMENTO
VINTE E CINCO CENTÍMETROS: De acordo com Garrick Olivaras, combinar uma varinha com um mago apenas pela altura é uma medida grosseira. Varinhas longas tendem a se adequar àquelas com grandes personalidades, de um estilo de magia mais espaçoso e dramático. @tripontos
A pesquisa que levou Astrid à escolha de sua vassoura levou algum tempo, muito mais tempo do que gostaria. Meticulosa e preocupada com seu desempenho no voo, principalmente durante os suas partidas na escola, procurou pelas qualidade que eram mais relevantes para si e que fariam toda a diferença em suas jogadas como goleira do time de sua casa. Durante algum tempo a garota chegou a usar o modelo mais recente de Firebolt, mas apesar de ser considerada a vassoura mais rápida no mercado, não se adaptou ao seu design que atrapalhava alguns de seus movimentos. Mesmo não sendo uma especialista no assunto, acreditava se tratar de alguma questão em sua aerodinâmica, entretanto sequer se deu ao trabalho de se aprofundar no assunto, apenas desejando encontrar a opção perfeita para si. Dando prioridade ao controle que teria sobre o objeto, optou pela nova Nimbus, que fora um presente dado por seus pais durante as festas de fim de ano. Assim que montou na vassoura pela primeira vez, ela logo se tornou uma extensão de seu corpo e o objeto mágico foi de grande ajuda no desenvolvimento de suas habilidades no quadribol. Hoje em dia, é possível afirmar que a garota cuida melhor de sua Nimbus do que de si mesma. @tripontos